domingo, 7 de março de 2010

O que faz surgir as olheiras?

A falta de sono, o estresse e até fatores genéticos podem causar o surgimento das olheiras. As indesejadas marcas surgem devido ao acúmulo de melanina (pigmento escuro da pele) e da dilatação dos vários vasos sangüíneos da pele das pálpebras.

» Saiba como evitar as olheiras

"Com o passar do tempo, a idade, o fotoenvelhecimento e a gravidade também favorecem o aumento das olheiras", disse o dermatologista Paulo Freire. A pele ao redor dos olhos é muito delicada e fina, com uma espessura é de 0,4 mm. É por isso que as marcas aparecem com tanta facilidade nessa área do rosto. No resto do corpo, a espessura da pele pode atingir até 3 mm.

Ainda segundo Paulo Freire, o fator genético é muito comum. "A incidência em homens e mulheres é igual, porém, o problema é mais acentuado em mulheres morenas, que apresentam mais pigmentação na pele, situação que pode ser agravada com a tensão pré-menstrual", afirmou.

Segundo o médico, uma boa noite de sono e compressas de água fria locais podem ajudar a amenizar o problema. Compressas geladas de chá de camomila também ajudam a melhorar o aspecto das marcas.

O que é o soluço e por que ele aparece?

O soluço é uma respiração com espasmos provocada pelo súbito fechamento da glote (abertura localizada na laringe, que serve de passagem de ar para os pulmões) junto com uma contração repentina e involuntária do diafragma, músculo que separa o tórax do abdome e está relacionado à respiração. Normalmente, o soluço não causa problemas para a saúde e desaparece espontaneamente em alguns minutos.

Segundo o médico Tarcísio Mota, até mesmo os bebês no útero podem ter soluços. "O soluço pode aparecer quando você come muito rápido, porque engole ar junto com a comida, ou quando enche o estômago demais e acaba irritando o diafragma", disse Mota.

Para se livrar do soluço, é possível utilizar algumas técnicas bem simples, como respirar em um saco de papel durante alguns minutos, fazer gargarejos com água fria e prender a respiração pelo máximo de tempo que conseguir. Outra opção é deitar de bruços por um tempo, pois essa posição faz com que a respiração se torne mais intensa, forçando o diafragma a voltar a funcionar normalmente.

Por que a barriga ronca quando estamos com fome?

De onde vem aquele incômodo ronco que nossa barriga faz quando precisamos comer? O gastroenterologista Antônio Frederico Magalhães, da Faculdade de Medicina da Unicamp, em São Paulo, explica que a mistura de ar e líquido existente dentro do estômago provoca o barulho por causa de uma movimentação que ocorre em pequenos intervalos de tempo.

Segundo ele, quando uma pessoa está em jejum e o organismo percebe que está precisando de alimento, o próprio estômago começa a produzir mais ácido e pepsina - a enzima digestiva - que estimula contrações musculares denominadas de peristaltismo. "Estas contrações provocadas pelos movimentos peristálticos chacoalham o líquido e o ar, formando o ruído estranho, quando atravessa o abdômen", informou.

Para Magalhães, não são todas as pessoas que possuem os "roncos" e não há como definir quais tipos de indivíduos produzem o som. "São contrações fisiológicas e naturais que não significam que estamos doentes", afirmou.

As pessoas com o organismo mais sensível também podem produzir o barulho, assim como os indivíduos que não possuem uma alimentação saudável e comem alimentos gordurosos e artificiais.

"Quem tem uma alimentação mais adequada não produz o ruído com tanta regularidade", completou o professor.

Por que o cabelo e as unhas crescem após a morte?

O tema é recorrente em filmes de terror: abre-se o caixão e depara-se com um defunto apodrecido com unhas e cabelos compridos. Mas por que o cabelo e as unhas continuam crescendo depois que morremos? O coordenador do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), José Arthur Chiese, esclareceu a questão.
Chiese explica que a morte cerebral ou parada cardíaca do ser humano é diferente da morte das células. Segundo ele, as células ainda continuam vivas depois que a pessoa é considerada como morta. "O corpo humano é composto por diferentes células e cada uma delas possui um tempo de viabilidade diferente, tanto que é possível fazer transplante de órgãos e mantê-los preservados após a retirada."

Chiese também informou que as unhas e o cabelo continuam crescendo após a morte, mas que este estímulo pára algum tempo depois porque as reservas do organismo se exaurem. "É difícil estipular o tempo exato para o final do crescimento, e acredito que não exista uma diferença significativa entre os diferentes tipos de pessoas e peles", destacou.

Por que rimos em momentos errados?

Cena comum em velório é a seguinte: as pessoas reunidas em volta do morto, alguns choram, outros já choraram, e vem um gaiato e conta uma piada. Apesar de ser o momento mais triste da vida da família, mesmo os mais próximos do falecido são capazes de dar risada.

Não é porque a piada é fantástica. Muito menos por desrespeito ao momento. Rir no momento da dor é um mecanismo de defesa muito normal, explica a médica psiquiatra Dânia Francine Corrêa. "Rir é uma descarga da angústia que sentimos em um momento difícil. A gente se defende sorrindo", define.

Segundo Dânia, frente a um clima pesado o cérebro tenta abrir uma brecha, rapidinho, na experiência que está sendo ruim e substituí-la por uma lembrança boa. Na verdade, fazemos isso a toda hora, porque a realidade costuma ser difícil - é o famoso rir para não chorar.

A psiquiatra lembra que substituir a verdade por uma ilusão de humor, para aliviar momentaneamente, não quer dizer que se perde a noção da realidade. "Isso também é uma técnica usada para se preparar adequadamente para lidar com a dor. É uma saída sadia e madura", define.

Portanto, dar uma gargalhada em meio a uma briga, um momento de tensão ou até um velório é perfeitamente normal - mas talvez, no caso do velório, seja mais polido sair um pouquinho da capela para dar a gaitada.
Por que sentimos água na boca ao ver comida apetitosa?

Um espeto de picanha suculenta. Um prato de sushis e sashimis frescos. Uma travessa de macarronada com molho caprichado. Só de pensar nos nossos pratos preferidos, ficamos com água na boca. O professor de biologia Daniel Pereira Rocha explica que esse processo, chamado de reflexo condicionado, é acionado pelo sistema nervoso autônomo, independentemente da nossa vontade.

"O fato de você pensar no seu prato favorito faz o sistema autônomo estimular o sistema digestivo - o corpo acha que você vai se alimentar naquele momento. A resposta é a produção e secreção de saliva pelas glândulas da cavidade oral", diz o biólogo.

Segundo Rocha, uma pessoa sem problemas de salivação produz de um litro a um litro e meio de saliva diariamente. Formada por aproximadamente 95% de água e 5% de sais, enzimas e anticorpos, a saliva umedece os alimentos para facilitar a mastigação e a digestão.

A enzima ptialina, por exemplo, inicia a digestão de amido, quebrando-o em moléculas menores. "A saliva também funciona como antibiótico, fungicida e até viricida, já que possui imunoglobulinas (anticorpos). Pessoas com hipossalivação têm mais problemas com cáries, devido à falta dessa proteção natural", ensina o biólogo, lembrando ainda que são seis glândulas salivares - duas parótidas, duas submandibulares e duas sublinguais - e que o pH da boca é levemente alcalino, variando entre 6 e 7,4.

curisidades "FOBIAS"

Tabéla com as Fobias
A fobia
O que é ?
Acrofobia
medo de lugares elevados, altura
Aerofobia
medo do ar
Hidrofobia
medo da água
Agorafobia
medo de lugares e situações públicas
Felinofobia
medo de gatos
Aracnofobia
medo de aranhas
Astrofobia
medo de relâmpago
Bacterofobia
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Brontofobia
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Cinofobia
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Claustrofobia
medo de lugares fechados
Entomofobia
medo de insetos
Equinofobia
medo de cavalos
Entomofobia
medo de insetos
Entomofobia
medo de insetos
Hematofobia
medo de sangue
Herpetofobia
medo de répteis
Misofobia
medo de sujeira e contaminação
Nictofobia
medo de noite, escuridão